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Pacientes com ‘Síndrome pós-Covid’ recebem reabilitação no laboratório de oxigenoterapia


Desde abril deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde vem desenvolvendo um importante trabalho para pacientes diagnosticados com Covid-19, que foram internados na rede municipal e desenvolveram a chamada Síndrome pós-Covid. Trata-se do Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória, que já beneficiou vários pacientes no Ambulatório de Oxigenoterapia em parceria com o Programa Melhor em Casa, localizado no bairro Planalto.

No local, os pacientes são atendidos duas vezes por semana por uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeuta, enfermeiros e pneumologistas. “Nós fazemos uma avaliação cardiorrespiratória do paciente, verificamos a condição muscular do pulmão dele, e ele vai começar um programa de exercícios cardiorrespiratórios na tentativa de retirar esse oxigênio do paciente. Quanto tempo vai durar vai depender da condição de cada um. O importante é melhorar a qualidade de vida do paciente”, explica a pneumologista do Ambulatório de Oxigenoterapia, Adriana Castro de Carvalho.

 

Recuperação pós-Covid-19

José Eurípedes Mendonça, de 66 anos, ficou internado com Covid-19 durante 26 dias no Hospital Municipal sendo nove deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ao voltar pra casa continuou sentindo falta de ar: ele estava com a chamada Síndrome pós-Covid-19. O Serviço de Atendimento Domiciliar do município foi acionado e ele recebeu o concentrador de oxigênio para fazer uso de O2 em casa. José Eurípedes é um dos pacientes que foram contemplados pelo Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória.

Assim como os demais pacientes, em um período de 30 dias, José receberá acompanhamento compartilhado com a Atenção Primária. O trabalho é feito por meio de ligações diárias da equipe do Melhor em Casa junto com o Serviço de Oxigênio e algumas visitas da fisioterapeuta para adequar a quantidade de oxigênio que deve ser usada durante o dia.

Seu José já percebe os resultados após o início do acompanhamento. “Eu ainda uso oxigênio pra tomar banho, fazer exercício e para dormir, mas já estou em sentindo muito melhor. É uma ação importante pra gente melhorar”, disse.

Com 35 anos, o subgerente de supermercado Frederico Feitosa Funis também foi beneficiado pelo programa. Ele ficou internado na rede municipal durante 20 dias, sendo seis deles na UTI. Mesmo sem comorbidades pré-existentes, o jovem sentiu dificuldades em atividades comuns após a alta. “Saí no dia 8 de agosto, um presentão do dia dos pais. No começo eu sentia dificuldade pra fazer qualquer atividade, pra tomar banho, fazer uma caminhada, sair pro quintal tomar um sol eu sentia cansaço. Agora estou fazendo a reabilitação e uso o oxigênio só pra fisioterapia e pra dormir. Logo, logo, se Deus quiser, volto às atividades normais”, alegrou-se.

 

Como funciona

Todos os pacientes que participam do Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória são encaminhados pela Rede Municipal de Saúde. Antes da alta do paciente internado no Hospital Municipal ou Anexo é feita uma avaliação prévia do prontuário do paciente, para ver se ele possui critérios para participar do programa (comprometimento respiratório, necessidade de oxigênio).

Quando ele é desospitalizado, ele recebe o concentrador de oxigênio, fornecido gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio de empresa terceirizada, para  fazer uso de O2 domiciliar. O paciente é telemonitorado durante 30 dias do Melhor em Casa junto com o Serviço de Oxigênio, recebendo acompanhamento compartilhado com a Atenção Primária, recebendo ligações diárias para detectar sinais clínicos de gravidade. O paciente recebe neste período visitas de um fisioterapeuta da rede para adequar a quantidade de oxigênio que o paciente irá precisar utilizar durante o dia, chamado de titulação de oxigênio.

No ambulatório, o paciente é consultado por pneumologista, para avaliar o quadro e verificar se o paciente poderá dispensar o uso de oxigênio. Os pacientes frequentam o Ambulatório de Oxigenoterapia duas vezes por semana para fazer teste de esforço, adequação de oxigenação e readequação de medicamentos. Quando o paciente estiver acamado e sem condições de se locomover até o ambulatório de oxigenoterapia, ele recebe este suporte por meio do Melhor em Casa.

 

Fonte: SECOM


Publicado em: 16/09/20
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